Tratamento

O tratamento efectivo da asma fundamenta-se em 4 componentes básicos: medidas objectivas da função pulmonar, terapia farmacológica, medidas ambientais para controlo de alergénos e substâncias irritantes e orientação do paciente. (Coutinho, E., 2005)

A asma é uma doença que, embora sem cura, pode ser controlada. Existe, basicamente, dois tipos de medicamentos que são usados no tratamento da asma: os preventivos ou anti-inflamatórios e os aliviadores ou broncodilatadores. Os preventivos ou anti-inflamatórios são os que tratam a causa da asma: a inflamação dos brônquios. Os aliviadores ou broncodilatadores são aqueles que tratam a consequência da asma: o estreitamento dos brônquios, agindo nos músculos desses brônquios e provocando o relaxamentos deles.

Assim, na crise aguda, empregamos medicamentos que abrem rapidamente os brônquios – broncodilatadores. Estes podem ser veiculados através de “bombinhas” pressurizadas ou por nebulizações. Estes medicamentos só devem ser utilizados como drogas de resgate, ou seja, quando há crises agudas de falta de ar. (Filho, P.)
A asma é considerada uma doença inflamatória. Deve ser tratada portanto, com anti-inflamatórios. Usamos os anti-inflamatórios a partir da asma ligeira persistente, de forma contínua, mesmo quando o paciente encontra-se fora de crise (sem dispneia), pois mesmo assim sabe-se que existe inflamação. (Filho, P.)
Existem pelo menos três grupos de medicamentos anti-inflamatórios utilizados na asma (Filho, P.):

  1. Corticóides: é o grupo de melhor resultado, utilizados sempre por via inalatória (tipo “bombinhas”), apresentam biodisponibilidade baixa, ou seja, sem efeitos sistémicos importantes (não altera o crescimento das crianças, causa menos osteoporose, catarata etc) ao contrário do que acontece quando os corticóides são administrados por  via oral ou através de injecções;
  2. Cromonas: nedocromil e cromoglicato, muito utilizados em crianças, também por inalação, empregados principalmente na asma leve;
  3. Modificadores de leucotrienos: Indicado para crianças maiores de 6 meses, sempre por via oral, podendo ser ministrados em associação com os corticóides inalados, quando estes sozinhos não controlam a doença.

Além dos broncodilatadores de “curta duração de acção”, utilizados nas crises agudas de asma, dispomos de um grupo composto por duas substâncias de “longa duração de acção”. Estes são prescritos a cada doze horas, por vezes apenas à noite (asma nocturna), porém sempre associados ao corticóide por inalação. São indicados para a asma crónica, nos estágios moderada persistente e grave. Jamais são utilizados para tratamento meramente sintomático. Para a inalação dos broncodilatadores e antiinflamatórios existem vários dispositivos:

Fig. – Dispositivos para inalação do tratamento

  • Jo Fonseca Gomes

    sofre de asma desde,criança.mas o meu pai fez um medicamente tradicional,desde que tenho 10 anos,ja nao tinha sentido asma.agora tenho 40 anos e a asma voltou de novo, nao é permanente, so quando estou custipada. o que posso fazer.

    • Mary08anos

      natação melhora a sua respiração eu tenho 13 anos mas já no meu caso o meu tratamento é preventivo e o seu secundário pois natação vai melhorar demais a sua respiração eu estou bem melhor agora e vc tbm podera ficar

    • Severa do Carmo

       No meu caso comecei a ter asma com mais de 30 anos, asma alergica, e foram muitos anos experimentando tratamentos. Finalmente, quando mudei de cidade e vim para um clima ameno, com tratamento homeopático contínuo, posso dizer que curei. Isto é, não tenho crise, não tenho cansaço e vivo normalmente. Faço uma sessão semanal de acupuntura, quando tenho alguma perturbação na garganta uso própolis e mantenho atenção para evitar fumaças e presença de cigarro.
      Então concluo nesses mais de 40 anos de batalha que a asma tem muitos componentes, e que não devemos nos submeter a tratamentos agressivos por muito tempo, que perturba outros órgãos e compromete a saúde geral. Vale mais investir em práticas integrativas como acupuntura, homeopatia, fitoterapia, massagens, exercícios físicos adequados, alimentação equilibrada e uma vida afetiva satisfatória.
      Sim,  livrar-se de sentimentos de culpa é fundamental.